Juros do consignado do INSS podem cair: o que muda para aposentados e pensionistas
Imagem ilustrativa

Juros do consignado do INSS podem cair: o que muda para aposentados e pensionistas

Voltou ao debate uma medida que interessa diretamente a quem recebe aposentadoria, pensão ou benefício do INSS: a redução do teto de juros do empréstimo consignado. A ideia em estudo pelo governo é diminuir o limite máximo que os bancos podem cobrar nesse tipo de crédito. Neste texto explicamos o que isso significa e o que você deve observar.

O que é o consignado do INSS

O consignado é um empréstimo em que as parcelas são descontadas diretamente do seu benefício, antes de o dinheiro cair na conta. Por ter essa garantia de pagamento, ele costuma ter juros menores do que os de outras modalidades de crédito. Ainda assim, os juros existem — e fazem diferença no valor final que você paga.

O que é o teto de juros e o que muda

O teto de juros é o limite máximo de taxa que as instituições financeiras podem cobrar no consignado do INSS. Esse limite é definido pelo Conselho Nacional de Previdência e pode ser revisto. Uma eventual redução do teto significa, na prática:

  • Parcelas potencialmente menores em novos contratos, porque o custo do crédito cai;
  • Regras que valem para contratos futuros — quem já assinou segue com as condições combinadas, salvo renegociação;
  • Um estímulo para comparar propostas entre os bancos antes de fechar.

Cuidados antes de contratar

Independentemente do teto, alguns cuidados protegem o seu benefício:

  • Confira a margem consignável e some todas as parcelas já descontadas, para não comprometer a renda do mês;
  • Desconfie de ofertas por telefone, mensagem ou pessoas que aparecem em casa — o INSS não vende empréstimo;
  • Verifique no Meu INSS se há algum contrato ou desconto que você não reconhece;
  • Guarde o contrato e leia a taxa de juros e o número de parcelas antes de assinar.

Enquanto a proposta ainda está em análise, vale acompanhar a fonte oficial. Mudanças desse tipo passam por decisão formal antes de valer — e só então alteram, de fato, o que os bancos podem cobrar.

Nota do advogado

Costumo orientar meus clientes a tratar o consignado com calma: por descontar direto do benefício, ele parece inofensivo, mas compromete a renda por muitos meses. Antes de assinar qualquer coisa, confira sua margem, leia a taxa de juros e o total de parcelas, e cheque no Meu INSS se não há contratos ou descontos que você não reconhece. Se aparecer um empréstimo que você não fez, ou um desconto estranho, procure orientação — há caminhos para contestar e reaver valores.

— Antônio Carlos Gonçalves Pereira, OAB/DF 59.104

Fonte oficial: CNN Brasil — Consignado do INSS. Este artigo é informativo e não substitui a análise individual do seu caso.

Tem dúvida sobre o seu caso?

Falar no WhatsApp
← Voltar para o Conteúdo